Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Visto de cima

Mäyjo, 24.06.15

Istanbul Shipyard

Istanbul, Turkey.jpg

Istambul, Turquia

40.837223027°, 29.276616476°

 

O Estaleiro Istambul oferece facilidades para construir ou reparar catorze grandes barcos simultaneamente.

O complexo contém guindastes que têm uma capacidade de elevação de 550 toneladas, bem como o maior dique seco na Turquia - que se estende por mais de 310 metros.

MADRID: CARROS A GASÓLEO VÃO PAGAR MAIS PELO ESTACIONAMENTO

Mäyjo, 24.06.15

Madrid: carros a gasóleo vão pagar mais pelo estacionamento

Os carros a gasóleo de Madrid irão em breve pagar mais pelo estacionamento que os seus irmãos a gasolina, de acordo com o Guardian. A culpa é dos novos parquímetros inteligentes que a capital espanhola se prepara para instalar, que adicionarão uma taxa para os carros que poluem mais.

A iniciativa arranca a 1 de Julho e utilizará uma tabela de preços altamente complexa, ditada pelo tipo de motor e ano de construção do veículo. Os híbridos pagarão menos 20% que a média dos veículos, por exemplo. Um carro a gasóleo fabricado em 2001 pagará mais 20%, enquanto os carros eléctricos poderão estacionar gratuitamente.

Os autarcas de Madrid esperam que a nova tabela de preços ajude a resolver o problema da poluição – a cidade está constantemente a quebrar os níveis de qualidade de ar exigidos pela União Europeia, excedendo os limites de dióxido de nitrogénio. Esta é uma das medidas utilizadas para desencorajar a utilização de carro no centro da cidade.

O preço dos parquímetros irá também variar consoante a rua – um sistema que já existe em Lisboa, de resto. As ruas com mais lugares de estacionamento disponíveis vão custar menos, as outras serão 20% mais caras. Em algumas ruas, o preço do estacionamento chegará aos €3,29 por hora.

Segundo o Guardian, um em cada quatro madridistas irá pagar substancialmente mais por um lugar de estacionamento. Um motivo para desencorajar os cerca de um milhão de condutores de Madrid a levar o seu veículo para as ruas mais movimentadas da cidade, ajudando a reduzir os níveis de poluição.

Foto:  DavidHT / Creative Commons

MAPA REVELA AS NAÇÕES MAIS E MENOS VULNERÁVEIS ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 24.06.15

Mapa revela as nações mais e menos vulneráveis às alterações climáticas

Em Dezembro, a Universidade de Notre Dame publicou a atualização anual do Global Adaptation Index, uma lista onde indica as nações mais bem preparadas para enfrentar as alterações climáticas e as que estão menos bem preparadas.

No topo do ranking está a Noruega como o país mais bem preparado para enfrentar as alterações climáticas. O Chade aparece como o menos resiliente às alterações climáticas. Portugal surge no 29º lugar, posição que mantém desde 2012.

O índice avalia a resiliência nacional de 175 países, baseada na respectiva vulnerabilidade às alterações climáticas e na sua rapidez de adaptação a inundações, tempestades e desastres naturais consequentes das alterações do clima.

Para uma melhor compreensão das nações mais e menos vulneráveis às alterações climáticas, o web designer Jon Whitling elaborou vários mapas infográficos que o Motherboard publicou. As mais vulneráveis aparecem a vermelho, laranja e amarelo e as menos vulneráveis em várias tonalidades de verde.

“Produzimos este mapa para destacar que, embora as alterações climáticas sejam causadas principalmente pelos países ricos e tecnologicamente avançados, vão ser os países mais pobres que mais vão sofrer”, indica Jon Whitling. “Esperemos que estes mapas alertem para a alta vulnerabilidade da África e Ásia e para a pouca preparação para as alterações climáticas. Finalmente, que queremos pedir aos líderes mundiais para agirem já no sentido de limitarem os impactos que as alterações climáticas vão ter”.

Foto: Jon Whitling

O MAIS ALTO EDIFÍCIO RESIDENCIAL DO HEMISFÉRIO NORTE

Mäyjo, 24.06.15

vistas_a

As cidades vão crescer em altura?

 

OS 15 LOCAIS MAIS QUENTES DE 2014

Mäyjo, 24.06.15

calor_SAPO

O ano passado foi o mais quente alguma vez registado, de acordo com os dados da NASA e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Com temperaturas globais 0,69 graus Celsius superiores à média do século XX, os cientistas indicam de 2014 foi o ano mais quente de sempre, batendo os recordes anteriores de 2005 e 2010, escreve o Guardian. Com a excepção de 1998, os dez anos mais quentes dos registos históricos – que começaram em 1880 – foram registados depois de 2000.

Conheça alguns dos locais onde o mercúrio dos termómetros mais disparou em 2014.

Nordeste do Pacífico

As temperaturas da superfície oceânica atingiram valores em 2014 nunca antes alcançados, especialmente no norte do Pacífico. Em Abril, ventos do oeste começaram a espalhar o calor da superfície oceânica ao longo do equador até ao leste do Pacífico – libertando calor que esteve aprisionado nas profundezas do mar quase uma década. As águas invulgarmente quentes alteraram os cursos dos furacões, enfraqueceram as correntes de vento e espalharam o branqueamento dos corais no Havai e pelo restante Pacífico.

Reino Unido

O último ano não foi apenas o mais quente no Reino Unido desde que começaram a ser registados os dados modernos, que remontam a 1910. Foi também o ano mais quente dos últimos 350 anos no território britânico. Além do calor, 2014 foi também bastante molhado para esta região do globo – recorde-se as cheias severas no início do ano.

Áustria

A Áustria – um dos 19 países europeus que vivenciaram o seu ano mais quente de sempre dos registos modernos – teve o outono mais quente desde 1767, com temperaturas 2,2 graus Celsius superiores à média esperada para esta altura do ano.

Islândia

A Islândia, localizada imediatamente abaixo do Círculo Polar Árctico, é um dos locais do planeta que está a aquecer mais rapidamente. Em Junho, todas as estações meteorológicas do país registaram temperaturas entre as sete mais quentes dos seus registos. Reiquejavique registou o quarto mês de Junho mais quente desde 1871, e o mais chuvoso desde 1920.

Alemanha

Em 2014, o tempo foi quente, solarengo e seco na Alemanha. A temperatura média do ano todo foi 10,3 graus Celsius, o que faz do último ano o mais quente de sempre desde que as temperaturas deste país começaram a ser registadas em 1881. Ao longo do ano, quase todas as estações meteorológicas foram registando novos recordes, com o dia mais quente registado a 9 de Julho numa localidade perto da cidade de Baden-Baden, onde as temperaturas atingiram os 37,7 graus.

Noruega

O país nórdico começou a registar as temperaturas médias anuais em 1900 e, de acordo com os registos, o verão do último ano foi o mais quente de sempre. Em Julho, o mercúrio dos termómetros registava temperaturas 4,3 graus superiores à média de 1961-1990. A maior parte do centro da Noruega registou temperaturas seis a sete graus mais quentes que a norma. A temperatura recorde do ano, de 34,5 graus, foi registada em Buskerud, a noroeste de Oslo.

Finlândia

As temperaturas na Finlândia têm aumentado quase ao dobro da média global nos últimos 166 anos – 0,14 graus por década. Durante o verão, o país foi atingido por uma onda de calor excepcionalmente prolongada, com o instituto meteorológico finlandês a registar temperaturas superiores a 25 graus por semanas consecutivas. No geral, 2014 foi o segundo ano mais quente de sempre no país.

Austrália

Embora as temperaturas de 2014 não tenham atingido os valores registados em 2013 – quando o gabinete meteorológico australiano foi obrigado a adicionar novas cores à escala da temperatura -, o último ano foi o terceiro mais quente de que há registo. Durante o Open de Ténis da Austrália houve desmaios e alucinações. A cidade de Nova Gales do Sul registou o ano mais quente de sempre e a de Victória o segundo.

Argentina

A Argentina atravessou no último ano a pior onde de calor alguma vez registada no país. A procura energética para alimentar ventiladores, ventoinhas e ares condicionados levou a falhas energéticas, sendo que alguns bairros de Buenos Aires ficaram sem electricidade durante duas semanas. As temperaturas mais elevadas registaram-se no noroeste do país, cerca de 45,5 graus.

Médio Oriente e Norte de África

O Médio Oriente e o Norte de África estão expostos aos riscos da escassez de água e destruição de campos de cultivo devido às alterações climáticas. Djerba, a maior ilha ao largo do norte de África foi apanhada pela mesma onda de calor que afectou o sul da Europa em Novembro, registando 33,5 graus no dia 30 desse mês.

Madagáscar

Durante Agosto, Madagáscar foi fustigada por pragas bíblicas de gafanhotos, que destruiu plantações de milho e arroz. De acordo com os cientistas, foi uma onda de calor que empurrou os insectos das terras altas do centro da ilha para a capital à procura de alimento. As temperaturas em Janeiro de 2014, o mês mais quente do ano, atingiram 39 graus, 8,5 graus acima da média.

China

Várias províncias no centro e sul da China foram afectadas por secas e temperaturas recorde. Outras províncias registaram os menores índices de pluviosidade dos últimos 50 anos, o que foi prejudicial às plantações e colocou as reservas de água em risco. A televisão chinesa mostrou estradas a derreter e pessoas a cozinha em cima dos tejadilhos de carros, assim como um carro que se incendiou devido ao calor extremo. A localidade de Tuyoq registou a temperatura mais quente de sempre para um local terrestre habitado – 48,7 graus Celsius, a 20 de Junho.

Leste da Rússia

O tempo extremo no leste da Rússia – neve anormal, tempestades de granizo e inundações – contribuíram para um aumento dos ataques de ursos. Os peritos indicam o tempo extremo terá interferido com o relógio biológico dos animais e com os recursos alimentares. Adicionalmente, foram registadas temperaturas recorde nas cidades siberianas de Kemerovo, Novosibirsk e Novokuznetsk.

Bolívia

A Bolívia registou dois novos recordes de temperatura durante a vaga de calor que atingiu o país, assim como o Brasil e o Paraguai. A 15 de Outubro, a cidade de Villamontes registou a temperatura mais quente do mundo para aquele mês, com 46,2 graus.

Paraguai

Tal como a Bolívia e o Brasil, o Paraguai foi atingido por uma onda de calor extrema. As temperaturas estiveram entre seis a 12 graus superiores à média em todo o território. A cidade de Mariscal Estigarribia excedeu os 35 graus Celsius durante mais de um mês.

Foto:  Gary Winstanley / Creative Commons

Visto de cima

Mäyjo, 24.06.15

Saint Petersburg

Saint Petersburg, Russia.jpg

São Petersburgo, Rússia

59°57′N 30°18′E

 

Saint Petersburg, Russia is located on the Neva River on the Baltic Sea. With its intricate web of canals in the city center, Saint Petersburg is often called "Venice of the North." It is the country's second largest city with approximately 5 million inhabitants.

 

São Petersburgo, Rússia está localizada no rio Neva, no Mar Báltico.

Com a sua intrincada rede de canais no centro da cidade, São Petersburgo é muitas vezes chamada de "Veneza do Norte". É a segunda maior cidade do país, com cerca de 5 milhões de habitantes.

QUAL O MELHOR TIPO DE GARRAFA DE ÁGUA REUTILIZÁVEL?

Mäyjo, 24.06.15

garrafas_SAPO

Beber água é importantíssimo, seja no Inverno e Verão, e há quem não hesite em beber vários litros por dia, seja durante o fim-de-semana, em casa, ou mesmo no local de trabalho. No entanto, há uma questão não menos importante no que toca ao recipiente de onde bebemos a água: se ele é comprado todos os dias, em forma de garrafas de plástico, ou se optamos por reutilizar a mesma garrafa, enchendo-a com água da torneira.

O site brasileiro e-Cycle analisou um cenário tripartido para a última opção: qual será a melhor forma de armazenarmos água para beber – em garrafas de plástico, alumínio ou aço inoxidável?

Em todo o caso, a utilização de garrafas reutilizáveis já é um passo muito grande no caminho da sustentabilidade.

Garrafas de plástico

Há dezenas de garrafas de plástico reutilizáveis no mercado, e as principais vantagens são a sua leveza, preço baixo e facilidade de levar para todo o lado. Ainda assim, alguns modelos levam BPA (bisfenol-A), um químico perigoso, na sua composição, e podem libertar toxinas ao serem aquecidas, se for esse o caso. É que alguns estudos mostram que as garrafas enchidas com água quente libertam o composto químico até 55 vezes mais rápido.

Outro dos problemas visa a forma como nos desfazemos da garrafa, que muitas vezes é realizada de forma errada, fazendo com que o plástico e o microplástico em que se transforma se tornem poluentes perigosos para o ambiente.

Garrafas de alumínio

O alumínio tem problemas diferentes do plástico, ainda que seja tão leve – ou quase – que este. Ainda assim, alguns modelos possuem um revestimento interno que pode conter BPA, o que acarreta questões idênticas às já identificadas acima.

Garrafas de aço inoxidável

Estas garrafas são mais duráveis que as de plástico ou alumínio e não têm o risco de contaminação por compostos químicos, como acontece com estas últimas. Por outro lado, elas são mais higiénicas e podem ser lavadas na máquina de lavar.

Porém, elas aquecem rapidamente, o que não as torna ideias para levar bebidas geladas. São também mais caras que as de plástico a alumínio.

Foto: Keoni Cabral / Creative Commons

CAIXA MANTIDA A ENERGIA SOLAR FUNCIONA COMO FRIGORÍFICO NAS REGIÕES SEM ELETRICIDADE

Mäyjo, 24.06.15

Caixa mantida a energia solar funciona como frigorífico nas regiões sem electricidade

Um dos grandes problemas para os agricultores das regiões sem eletricidade, sobretudo em África, é conseguirem manter os alimentos em temperaturas suficientemente frescas para serem vendidos e consumidos pelas pessoas.

Para resolver esta “corrida contra o tempo”, como lhe chama o Planeta Sustentável, o designer belga Arne Pauwels criou um caixa que conserva os alimentos das comunidades. A Wakati – que quer dizer “tempo” em swahili – pode armazenar entre 200 a 400 kg de frutas e vegetais e é mantida com energia solar.

Um pequeno painel solar de três watts fica no topo da caixa, sendo que a energia gerada alimenta um ventilador que, gradualmente, evapora água de um pequeno reservatório. É este o sistema que permite à Wakati um ambiente húmido e fresco. A manutenção também não é nada do outro mundo: um litro de água por semana.

Segundo o Planeta Sustentável, os alimentos que duram apenas dois dias, em condições naturais, podem chegar aos 10 dias na Wakati. A tecnologia ainda está em fase de testes, mas já foram fornecidas 100 caixas para as regiões mais pobres do Haiti, Afeganistão, Marrocos, Tanzânia e do Uganda. Quando a produção for massificada, cada caixa custará €85 (R$ 265).

OS 20 PAÍSES MAIS VERDES DO MUNDO

Mäyjo, 24.06.15

Portugal encontra-se num interessante 17º lugar na lista dos países mais verdes do mundo, um ranking bienal feito pelas Universidades de Columbia e de Yale, nos Estados Unidos, e que avalia 178 países.

O país é elogiado pela sua saúde, qualidade do ar e água e saneamento, num ranking liderado pela Suíça – o que já vem sendo hábito – e do qual fazem ainda parte o Luxemburgo (segundo lugar), Austrália (3º), Singapura (4º) e República Checa (5º).

Conheça os 20 países mais verdes do mundo – e porquê, logo a seguir a esta fotogaleria.

1

1.SUÍÇA (87.67 pontos)

População: 8 millhões
PIB per capita: €60.226

Pontos por categoria
Saúde: 100
Qualidade do Ar: 76.56
Água e Saneamento: 100
Recursos hídricos: 96.95
Agricultura: 49.24
Florestas: 49.65
Recursos pesqueiros: —
Biodiversidade e Habitat: 100
Clima e Energia: 78.14

20.ESLOVÁQUIA (74.45 pontos)

População: 5.41 milhões
PIB per capita: €12.506

Pontos por categoria
Saúde: 93.13
Qualidade do Ar: 73.12
Água e Saneamento: 97.43
Recursos hídricos: 57.64
Agricultura: 63.85
Florestas: 21.31
Recursos pesqueiros: –
Biodiversidade e Habitat: 84.33
Clima e Energia: 72.48

Foto:  VinothChandar / Creative Commons

 

 

QUAL A CIDADE MAIS FRIA DO MUNDO?

Mäyjo, 24.06.15

Em tempo de calor um post "para refrescar"!

Yakutsk, a cidade mais fria do mundo

Numa altura de calor como esta é bom recordar que que há locais onde milhares – e milhões – de pessoas vivem com frio todo o ano.

A cidade de Östersund, na Suécia, gosta de se intitular de “A Cidade do Inverno”, mas um local com uma temperatura média de apenas -8ºC, no Inverno, pode ser considerado as Caraíbas para os habitantes de Yellowknife, Ulaanbaatar ou Yakutsk, provavelmente as três cidades mais frias do mundo.

A primeira, situada no Canadá, é a mais fria da América do norte, com temperaturas regulares de -30º no Inverno, devido à força do vento. Uma habitação familiar gasta, em média, €4.450 (R$ 12.880) por ano em aquecimento, e todas as novas construções têm de incluir uma parede com um isolamento de 30 centímetros de grossura.

Segundo o The Guardian, os bombeiros da cidade canadiana costumam escorregar num lago de gelo rapidamente criado pela sua mangueira ou, por vezes, têm de afastar o gelo do seu vestuário, para poderem mexer os braços.

Com 20 mil habitantes, Yellowknife fica muito atrás das condições de Oymyakon, na Rússia, cuja temperatura atmosférica por vezes desce para os -67ºC, mas a verdade é que Oymyakon é um ajuntamento de 500 pessoas, e não propriamente uma urbe.

Se falarmos de Ulaanbaatar, a capital da Mongólia, a situação muda. Com 1,3 milhões de habitantes, a cidade tem uma temperatura média de -33º em Janeiro – se pensa que os 10ºC de Lisboa são frios, então evite visitar a capital da Mongólia no Inverno.

Ainda que pareça inabitável, Ulaanbaater tem uma população muito grande há vários séculos. Aqui, as tradições não podem ser iguais às das restantes cidades. Um exemplo: quando alguém morre, os seus familiares têm de fazer uma fogueira para que o terreno do cemitério derreta e a pessoa possa ser sepultada.

Por outro lado, ninguém anda a pé a não ser que tenha de ser obrigado, pelo que o tráfego é absolutamente caótico e muitos dos carros, inclusive, andam no passeio. Existe uma cidade no mundo, porém, com uma temperatura média de Inverno mais baixa que Ulaanbaater: Yakustk.

A cidade russa tem 270 mil habitantes e é tão fria que o aeroporto não consegue aceitar todos os aviões, uma vez que estes não estão preparados para temperaturas abaixo dos -40ºC. O frio esgota a energia dos telemóveis, que têm de ser periodicamente reaquecidos, e a construção de edifícios é complexa.

Yakutsk alberga ainda o Museu do Permafrost , um edifício que é, paralelamente, a residência do Pai Natal russo e onde o vodka é servido em copos feitos de gelo. Veja algumas fotos da cidade russa.

yakutsk_1

yakutsk_2

 

A BELEZA DO LAGO MICHIGAN NO INVERNO

Mäyjo, 24.06.15

No Inverno, poucos se aventuram para um passeio pela natureza, preferindo o conforto da casa ou destinos mais urbanos. Felizmente, Ken Scott não é uma dessas pessoas. O fotógrafo norte-americano visitou o Lago Michingan diversas vezes nos últimos 30 anos e o Huffington Post publicou recentemente algumas destas fotos.

Muitas destas imagens foram fotografadas no último vórtice polar e publicadas no livro Ice Caves of Leelanau, de 2014 – As grutas geladas de Leelanau, em português.

“A costa [do lago], no Inverno, é incrível. Está sempre a mudar, nunca sabemos em que estado estará quando voltarmos, será sempre diferente”, explicou Scott ao Huffington Post.

A região dos Grandes Lagos foi atingida pelas mais baixas temperaturas da sua história no ano passado e o Lago Michigan ficou perto de congelar completamente. Mas os milhares que combateram o frio e apostaram numa visita ao local, nessa época, tiveram a sua recompensa: grutas gigantescas provocadas pelo gelo.

São estas estruturas que lhes apresentamos aqui.

"Permacultura é revolução disfarçada de jardinagem"

Mäyjo, 24.06.15

 

Graham Burnett em ‘Permaculture – A Beginners Guide’ (segundo este site).

 
Jessica Perlsteins "Vision of San Francisco" para T"he Fifth Sacred Thing Film" (via Zona Livre de OGM)
Para além do "disfarce", um vislumbre da permacultura em 3 minutos:


"Permacultura é o design sustentável baseado na observação dos padrões da natureza, podendo ser utilizado em todos os aspectos de nossas vidas." site: http://www.regenerative.com/

Vídeo original: http://vimeo.com/61394206  |

CIDADE TURÍSTICA DE PORTO RICO PROÍBE O USO DE SACOS PLÁSTICOS

Mäyjo, 24.06.15

Cidade turística de Porto Rico proíbe o uso de sacos plásticos

Rincon, uma popular cidade turística no oeste de Porto Rico, tornou-se a primeira cidade da ilha a proibir o uso de sacos plástico.

De acordo com o mayor de Rincon, Carlos Lopez, os sacos de plástico têm afectado a vida marinha de uma reserva próxima da cidade. Assim, todo o comércio vai ter de eliminar os sacos de plástico a partir de Fevereiro de 2015.

Caso os estabelecimentos não troquem os sacos de plástico por outros materiais incorrem em multas que podem ir dos €72 aos €362. A indicação é que os estabelecimentos tenham sacos de papel reciclado para venda ou que os consumidores tragam os seus próprios sacos.

As receitas angariadas nas futuras multas vão ser usadas para financiar programas ambientais, refere o Huffington Post. Esta cidade porto-riquenha junta-se assim a várias cidades norte-americanas, com Los Angeles, Seattle ou São Francisco, que já baniram o uso de sacos de plástico.

CONTINENTE QUER SABER PEGADA DE CARBONO DOS SEUS PRODUTOS

Mäyjo, 24.06.15

Continente quer saber pegada de carbono dos seus produtos

A Sonae iniciou um projecto-piloto de cálculo das pegadas carbónicas e hídricas dos produtos, de acordo com o jornal Hiper Super. Em 2013, explica o jornal, já foi possível calcular as referidas pegadas para produtos seleccionados de peixaria, charcutaria e talho, a título experimental.

Este ano, porém, o projecto estará focado na área de frutas e legumes, seguindo uma metodologia definida: selecção de produtos base a modelar, visitas técnicas a produtores, desenvolvimento de modelos de cálculo e ensaios de consistência para os modelos entretanto desenvolvidos.

“A determinação da pegada de carbono dos produtos permitirá, numa fase posterior, perceber quais as práticas de produção animal e vegetal que libertam mais emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e, assim, atuar junto dos produtores, no sentido de minimizar o impacto associado a estes produtos”, explica o jornal.

A Sonae pretende também promover a redução da pegada de carbono, encurtando a distância entre os locais onde as mercadorias perecíveis são produzidas e as lojas. Um projeto-piloto foi iniciado em 2013, através dos produtores de alface locais que efetuam as entregas diretamente a um número limitado de lojas.

QUAIS OS RECIFES DE CORAL QUE PODEM SOBREVIVER AO AQUECIMENTO GLOBAL?

Mäyjo, 24.06.15

corais_SAPO

Os cientistas identificaram recentemente quais as partes da Grande Barreira de Coral e de outros corais que vão conseguir recuperar de eventos de branqueamento em massa, que futuramente vão ser mais frequentes devido ao aquecimento global.

Estudos anteriores indicam que os recifes de coral, tal como existem actualmente, vão ser largamente dizimados a longo-prazo pelas alterações climáticas, mas o novo estudo elaborado por cientistas australianos indica que algumas destas estruturas podem ser mais resilientes do que se pensava.

Os corais do norte do Pacífico, incluindo os das Ilhas Marshall e do Havai, atravessam actualmente um período de branqueamento, que os peritos indicam que pode ter uma escala semelhante ao branqueamento histórico de 1998, que viu perecer grande parte dos corais do planeta.

Nicholas Graham, autor principal do estudo – publicado na conceituada revista Nature – analisou para os impactos do branqueamento de 1998 nos corais das Seychelles e descobriu que 12 dos 21 locais afectados conseguiram recuperar e são saudáveis hoje em dia. Através da análise de dois de 11 factores – a profundidade a complexidade estrutural do coral – a equipa de investigação conseguiu recorrer a modelos computacionais e indicar correctamente 98% das vezes se um coral iria recuperar do branqueamento ou não. Os corais com uma estrutura física mais complexa e maior profundidade tinham maiores probabilidades de recuperar.

“Se as emissões continuarem ao ritmo actual, o futuro a longo-prazo será negro, mesmo para os corais que estão a recuperar actualmente, porque as projecções são para que o branqueamento dos corais se torne cada vez mais frequente”, afirma Nicholas Graham, cita o Guardian.

As conclusões do estudo indicam que partes da Grande Barreira de Coral, que ainda são relativamente primitivas – no norte e mais afastadas da costa -, são as que têm maiores probabilidade de recuperar dos eventos de branqueamento que serão provocados pelo aquecimento global.

Foto: Cairns College of English / Creative Commons

OS ECOSSISTEMAS TERRESTRES RESPONDEM A VARIAÇÕES CLIMÁTICAS E TANTO PODEM CONTRIBUIR PARA O AUMENTO OU REDUÇÃO DO CO2 ATMOSFÉRICO

Mäyjo, 24.06.15

“Os ecossistemas terrestres respondem a variações climáticas e tanto podem contribuir para o aumento ou redução do CO2 atmosférico”

Em média, os ecossistemas terrestres retêm o carbono durante 23 anos – cerca de 15 nos trópicos ou 255 nos pólos -, mas em maiores quantidades, principalmente nos solos, do que anteriormente se pensava. Esta é uma das principais conclusões de um estudo sobre o ciclo do carbono nos ecossistemas terrestres liderado pelo investigador português Nuno Carvalhais.

A resposta do ciclo do carbono terrestre às alterações climáticas é uma das maiores incertezas que afectam as projecções destas mesas alterações. O Green Savers falou com o investigador Nuno Carvalhais para conhecer melhor o estudo e perceber a importância do ciclo do carbono.

Uma das principais conclusões do estudo é o maior período de armazenamento do carbono nos ecossistemas terrestres, tempo superior ao que anteriormente se pensava. Qual o tempo de armazenamento médio considerado antes e qual o descoberto no decorrer da investigação?

O tempo de retorno médio é o que decorre desde o momento em que um átomo de carbono é absorvido através da fotossíntese até que é libertado novamente para a atmosfera. Este tempo de retorno de carbono nos ecossistemas terrestres é superior ao dos modelos, mas antes não havia observações que nos permitissem estimar este valor à escala global. O tempo de retorno médio estimado, de 23 anos, é um indicador, ou seja, este período varia em função de outros factores climáticos e biológicos. Por exemplo, a latitudes mais elevadas a norte este tempo passa para os 255 anos, enquanto que nos trópicos um átomo de carbono é libertado a cada 15 anos. No fundo, estes 23 anos correspondem a um indicador médio, mas a questão principal reside em perceber como é que variações no clima podem influenciar estes tempos de retorno de carbono tanto na vegetação como nos solos.

Uma outra conclusão é a importância que a precipitação tem no tempo de decomposição do carbono. Que importância é esta e de que forma se materializa?

O que este estudo mostra é que, tal como esperado, os tempos de retorno são fortemente dependentes da temperatura: quanto mais quente mais rápida é a degradação da biomassa morta e da matéria orgânica. No entanto, a precipitação também se mostrou tão importante como a temperatura. Esta análise também mostra que estes tempos de retorno são mais rápidos quando a precipitação aumenta. O que é completamente plausível, pois os microorganismos que estão envolvidos nos processos de decomposição precisam de água para o seu metabolismo, por exemplo, é necessário bastante mais tempo para uma planta morta ser decomposta num deserto do que numa floresta.

A resposta do ciclo de carbono terrestre às alterações climáticas é uma das maiores incertezas que afectam as projecções destas mesmas alterações, como é referido no estudo. Qual a interligação do ciclo de carbono com as alterações climáticas para que a variação do primeiro afecte a projecção das segundas?

O dióxido de carbono é um importante gás de efeito estufa e o balanço entre a captura e libertação de carbono pelos ecossistemas terrestres é um factor relevante nos modelos climáticos. Os ecossistemas terrestres respondem a variações climáticas, e dependendo de como, tanto podem contribuir para um aumento ou redução do dióxido de carbono atmosférico. Será que as plantas terrestres e os solos vão continuar a ser reservatórios para o excesso de carbono da atmosfera no futuro? Ou será que vão libertar maiores quantidades de dióxido de carbono se a temperatura aumentar – transformando-se de sumidouros em fontes de carbono? A resposta a estas questões ainda não é clara, e dependendo do tipo de ecossistema, é espectável que não sejam as mesmas para diferentes regiões do globo.

De que forma é que as conclusões evidenciadas pelo estudo podem contribuir para a elaboração de futuros modelos climáticos globais?

Os resultados deste trabalho podem ser comparados com os dos modelos para tentar identificar onde é que se verificam as maiores diferenças, e perceber de que forma é que estes modelos podem ser melhorados. Um dos aspectos importantes a focar parece ser a influência do ciclo hidrológico nos processos de decomposição, mas pode haver outros igualmente importantes. No entanto é difícil prever como podem mudar as nossas previsões climáticas em resultado de uma maior precisão no ciclo global do carbono.

Estado do Ambiente em Portugal 2014

Mäyjo, 24.06.15

As imagens e textos que se seguem são extraídos do Relatório do Estado do Ambiente REA Portugal 2014 elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e respeitam apenas a conclusões em alguns dos fatores analisados.

«"O estado do ambiente em Portugal tem evoluído favoravelmente em vários domínios, mas não é indiferente ao agravamento dos sinais de crise climática, à crescente pressão sobre os recursos que conduz à sua degradação e escassez, ou à ameaça de perda de biodiversidades. ... constatamos que se encontram várias dicotomias, combinando um já longo caminho percorrido com sucesso assinalável, a existência de um grande potencial baseado na existência de talentos, recursos naturais e infraestruturas, com problemas estruturais ainda significativos."
 
"... se considerarmos o estado das massas de água (superficiais e subterrâneas), a percentagem de massas de água com qualidade boa ou superior foi de 52%, de acordo com a avaliação efetuada em 2012, no âmbito do 1º ciclo de planeamento dos Planos e Gestão das Regiões Hidrográficas (PGRH) - ainda muito longe dos 100% estipulados pela Diretiva-Quadro da Água para 2015."

"Relativamente ao sector da energia, se por um lado dispomos de uma grande diversidade e abundância de recursos energéticos renováveis e apresentamos uma das mais altas taxas de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis da Europa, de 56,2% em 2013, e uma incorporação de renováveis no consumo final bruto de energia de 24,6% em 2012; por outro lado apresentamos uma elevada dependência energética do exterior, 71.5% em 2013, o que, apesar de ser o mais baixo dos últimos 20 anos, não deixa de ser preocupante..."





"O sector dos transportes continua a ser um dos sectores de atividade com maior consumo de energia, sendo clara a necessidade de promover uma mudança de paradigma energético que reduza profundamente a dependência de combustíveis fósseis e garanta uma drástica redução das emissões e GEE. Os transportes continuam a ser também uma das principais fontes de emissões, representando 24.7% do total das emissões de GEE em Portugal em 2012, enquanto na UE-28 o mesmo sector representa 19.7%.
 

No entanto, uma análise das emissões de gases com efeito de estufa por unidade de PIB permite verificar que, a partir de 2005, se iniciou um processo de "descarbonização" da economia... . Portugal situa-se entre os países com melhor desempenho na emissão de CO2, revelando, em 2012, uma das mais baixas capitações entre os países da UE-28 ... . Portugal foi considerado o quarto melhor país do mundo em política climática, de acordo com o Climate Change Performance Index (CCPA)."


 
"No sector dos resíduos, apesar de terem sido eliminadas as lixeiras, em 2013 a deposição em aterro continua a ser a principal gestão de resíduos urbanos (43%), seguindo-se a valorização energética (22%), o tratamento mecânico e biológico (17%), a valorização material (9%), o tratamento mecânico (7%) e a valorização orgânica (2%). No entanto, relativamente a 2012 verificou-se uma redução de 12% dos resíduos urbanos depositados em aterro, sendo que a produção total de resíduos urbanos em Portugal continental diminuiu cerca de 4% face ao ano anterior. Os resíduos de embalagens apresentaram também uma tendência positiva com todos os materiais a atingir, em 2013, uma taxa de reciclagem superior á meta imposta para 2011, com exceção do vidro, que ficou muito próximo de alcançar a meta."

"... Portugal é um dos países europeus mais ricos em biodiversidade. ... . Em 2013 foi criada uma nova área Protegida de âmbito regional, designado "Parque Natura Regional do Vale do Tua", por iniciativa intermunicipal das Associações de Municípios do Vale do Douro Norte e a Terra Quente Transmontana. A Rede Natura e as Áreas Protegidas incidem atualmente sobre 22% do território português."

 
"Nos últimos anos, foi feito um grande esforço para apoiar práticas agrícolas ou florestais que contribuam para a melhoria do ambiente e conservação de recursos (água, solo, ar) de forma articulada com uma produção agrícola sustentável e competitiva. Este esforço traduziu-se, entre outros aspetos, no aumento considerável da área agrícola em modo de produção biológica (MPB), que passou de 0.2% para 6.1% do total da Superfície Agrícola Utilizada (SAU), entre 1994 e 2012; e na diminuição da utilização de produtos fitofarmacêuticos, cuja venda por unidade SAU registou o valor de 3,5 kg por hectare em 2012, o que corresponde a uma redução de cerca de 10% em relação ao ano anterior. ..."
 

"... Em 2013, na União Europeia, a área de cultivo de milho geneticamente modificado, a única cultura (GM) autorizada para cultivo na UE, aumentou cerca de 15.2% face ao ano anterior. No entanto, Portugal viu a sua área de produção de culturas geneticamente modificadas diminuir, em 2013, cerca de 12% em relação a 2012."
 

"Outro risco que tem grande impacto no ambiente nacional prende-se com os incêndios ocorridos em Portugal continental. Em 2013, contabilizaram-se 19291 ocorrências, resultando em cerca de 152 756 hectares de área ardida, dos quais 36.4% em povoamentos florestais e 63.6% em matos. Relativamente ao ano anterior arderam mais 42 524 hectares, o que se traduziu num acréscimo de 38.6% no total de área ardida."

 

"É ainda de destacar a diminuição do valor dos impostos com relevância ambiental em Portugal, em 2013, que se situou nos 4 494 milhões de euros, revelando uma diminuição de 10.7% relativamente a 2012 e representando o valor mais baixo desde 2006. Foi recentemente aprovada pela Assembleia da República uma proposta de Lei da Reforma da Fiscalidade Verde, que tem como objetivo "promover um novo enquadramento fiscal e parafiscal, através do desenvolvimento de mecanismos que permitam a internalização das externalidades ambientais", numa base de neutralidade fiscal."»



[Nota: posteriormente ao REA 2014 foi publicada a Lei 82-D/2014 de 31/12, que procede à alteração das normas fiscais ambientais nos setores da energia e emissões, transportes, água, resíduos, ordenamento do território, florestas e biodiversidade, introduzindo ainda um regime de tributação dos sacos de plástico e um regime de incentivo ao abate de veículos em fim de vida, no quadro de uma reforma da fiscalidade ambiental]

«Verificou-se que, para a Europa, o risco da crescente competição por recursos é claro, uma vez que a economia europeia é estruturalmente dependente de recursos importados. Restringindo a análise ao recurso que mais contribui para esta dependência, a energia, é de salientar que Portugal se enquadra na realidade europeia de dependência energética do exterior (7.º país da UE com maior dependência energética em 2012). No entanto, dispões de uma grande diversidade e abundância de recursos energéticos renováveis, que pretende continuar a utilizar para diminuir esta dependência.

Por outro lado, de acordo com o 5º Relatório do Painel Intergovernamental para as Atlerações Climáticas (IPCC), Portugal será substancialmente mais afetado do que a média europeia pelasconsequências das alterações climáticas, nomeadamente no que diz respeito à erosão costeira resultante de fenómenos climáticos extremos ou aos impactos associados ao aumento do risco de ocorrência de incêndios florestais,»

Outros indicadores: 
Aceda aqui ao documento.

A SURREAL PAISAGEM DA ISLÂNDIA

Mäyjo, 24.06.15

islandia_b

A remota Islândia

WUZHEN, UMA CIDADE-RIO CHINESA

Mäyjo, 24.06.15

 

 wuzhen_a

Wuzhen, uma pérola chinesa

Fotos: Daily Mail e Wikimedia Commons

MAIOR CENTRAL SOLAR DE ÁFRICA JÁ ESTÁ EM FUNCIONAMENTO

Mäyjo, 24.06.15

Maior central solar de África já está em funcionamento

A nova central solar fotovoltaica de Kimberley, na província de Northern Cape, África do Sul, foi terminada dois meses antes da data prevista e já está em funcionamento, de acordo com o All Africa. A infra-estrutura, de 96MW, é a maior de África e pode produzir 180.000 MW/h de energia, o suficiente para gerar energia para 80.000 casas.

A central de Jasper está localizada num parque solar que inclui ainda um outro projecto de 75 MW. Prevista está também uma torre concentrada solar termal, com 100 MW, que fará parte do REIPPPP – Renewable Energy Independent Power Producer Procurement Programme. Paralelamente, uma percentagem do total de receitas da central de Jasper reverterá para um outro programa que beneficiará as comunidades locais.

“Para além de ajudar a África do Sul a atingir as suas necessidades de electricidade, o projecto da central da Jasper trará benefícios duradouros para a região”, explicou Kevin Smith, CEO da SolarReserve.

A central tem mais de 325.000 módulos fotovoltaicos e tem entre os seus parceiros o Google – esta é, na verdade, a primeira incursão da multinacional norte-americana nas energias renováveis em África.

NÚMERO DE MEGACIDADES TRIPLICOU DESDE 1990

Mäyjo, 24.06.15

 As 10 maiores cidades do mundo

Foto: Kevin Dooley / Creative Commons

 

TRATAMENTO HORMONAL CONTROVERSO PARA VACAS PODE AJUDAR A TRAVAR O AQUECIMENTO GLOBAL

Mäyjo, 24.06.15

vacas_SAPO

A indústria dos produtos lácteos tem um impacto nefasto no ambiente. De acordo com a World Wildlife Fund for Nature, cerca de 270 milhões de vacas por todo o mundo produzem leite para uma população em crescimento, que subsiste cada vez mais às custas de uma dieta ocidental. Estas vacas produzem grandes quantidades de metano, decorrente do funcionamento natural do seu organismo. Porém, o metano é 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono no que concerne ao aquecimento global.

Um novo estudo da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, sugere que o uso direccionado de tratamentos hormonais pode tornar esta indústria mais eficiente e mais sustentável, além de reduzir os gases com efeito de estufa.

Estes tratamentos seriam aplicados às vacas, de maneira a que pudessem procriar mais novas. “Tratamentos hormonais rotineiros poderiam melhorar a eficiência ao fazer com que as vacas engravidassem mais cedo. Isto é melhor para o ambiente pois por cada litro de leite produzido seria necessário menos animais, o que dá origem a menos desperdício. Isto aplica-se a qualquer raça de vaca e à maioria das quintas, excepto para aquelas que já são excepcionalmente geridas”, explica Simon Archer, investigador principal do estudo e docente na Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências da Universidade de Nottingham, cita o Phys.org.

Os resultados do estudo foram obtidos através de dados simulados de 10.000 manadas, cada com 200 vacas. Os resultados variaram de manada para manada, consoante as variáveis introduzidas pelos investigadores, mas para uma manada média, o tratamento hormonal permitira reduzir as emissões de metano num equivalente às de dois carros ou a uma casa de família ou 21 barris de crude. As conclusões foram publicadas na revista científica PLOS ONE.

Em 2050 estima-se que o crescimento em tamanho e riqueza da população humana conduza a uma procura de produtos de origem animal sem precedentes. As limitações dos recursos naturais implicam que o aumento da produtividade agrícola para suprir esta procura seja sustentável do ponto de vista ambiental. Os tratamentos hormonais aplicados às vacas poderiam ajudar a alcançar estes objectivos, mas a prática levanta várias questões éticas.

As vacas são já sujeitas a vários tratamentos hormonais de forma a desenvolverem mais músculo, para que possam dar mais carne. Porém, grande parte destas hormonas, semelhantes a testosterona, é excretada pelos animais e acabam por se infiltrar no solo. O mesmo aconteceria com o novo tratamento hormonal. Adicionalmente, quanto mais hormonas recebem as vacas maior será a quantidade de hormonas presentes no leite, que depois é consumido pelos humanos.

Embora seja importante desenvolver técnicas agrícolas e pecuárias que possam diminuir as emissões de metano, é igualmente importante que haja um escrutínio sobre a adição de mais hormonas artificiais à cadeia alimentar.

Foto: Chris McKeown / Creative Commons